Um homem-bomba explode em um café em
Jerusalém e matando 6 pessoas. Tal Levine, uma garota de 17 anos, decide então
escrever uma carta, com um endereço de e-mail fake, para se comunicar e
desabafar com alguém, então ela escreve e coloca o texto em uma garrafa,
pedindo para seu irmão joga-la no mar. Tal esperava que quem achasse a garrafa
fosse uma menina, mas quem a achou foi um rapaz palestino com o codinome
Gazaman.
O livro é dividido em vários capítulos, onde a
maioria é de e-mails entra Tal e Gazaman, onde eles falam de seus dias ou sobre
sua angustias e desejos, mas que lhe transmite tudo o que o personagem sente,
fazendo lhe sentir raiva, compaixão e revolta com a situação em Gaza. O final
do livro é completamente inesperado, podendo causar-lhe uma certa duvida.
O livro recebeu recentemente um filme, que é apenas baseado na ideia central do livro, uma historia entre uma menina judia e um menino palestino marcados pela guerra, mas que utiliza fatos do livro e cria outros. Na imagem do livro, podemos ver os dois atores que fizeram o papel de Gazaman e Tal. Como todo filme inspirado em livro, o livro é melhor, ainda mais por mostrar uma realidade desconhecida por muitas pessoas.
Conheça um pouco mais sobre Valérie Zenatti:
Valérie Zenatti nasceu em Nice, em 1970, e, com a idade de treze nos se mudou para Israel, com a sua família. Quando fez 18 anos ela fez o serviço militar, que é exigido para homens e mulheres da mesma forma e logo depois retornou à França, lá trabalhou como vendedora, jornalista e professora de hebraico. Hoje, ele é uma autora, roteirista e tradutora.
Seus livros para crianças e adultos jovens, em grande parte são inspirados por suas experiências pessoas, se preocupam tanto com as experiências das crianças e culturas juvenis, e a vida cotidiana de jovens em meio aos conflitos culturais, políticos e religiosos entre Gaza e Jerusalém. Um exemplo disso é "Quando eu era um soldado", que descreve seu próprio tempo no serviço militar. Um autor descreveu sua abordagem para escrever o livro em uma entrevista com o "É mim, mas não sou eu". Ela diz: "É a minha história, mas eu escrevi-o como um romance. Não é um livro de memórias exatas".
Embora haja uma notável ausência de discussão política neste romance para jovens adultos, seu segundo livro, "A garrafa no mar de Gaza", reflete sobre a política de Valérie Zenatti confronto em seus primeiros anos em Israel. Depois de um atentando suicida em um lugar público no bairro, ela decide dar uma cara para o chamado inimigo na Faixa de Gaza. Através de mensagens em garrafas e coincidências, ela começa a conhecer Naim. E os dois se comunicam por e-mail. Esta é uma descrição narrativa do primeiro passo para aproximar-se e superar os estereótipos arraigados de posições culturais e políticas.
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