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sábado, 30 de março de 2013

Dezembro no bairro


O conto fala sobre um grupo de amigos que tenta fracassadamente, arrumar dinheiro para arrumar o presépio para o natal que já estava chegando. Para isso eles montaram um cinema no porão da casa de um deles, mas por problemas no projetor, eles devolvem todo o dinheiro arrecadado.
Assim eles decidiram que Maneco, filho de Marcolino, iria comprar o papel e fazer as estrelas, e que no dia seguinte iriam a um velho palacete pegar alguma coisa que pudessem usar.
Maneco não apareceu por três dias, pois estava doente e de cama.
Depois de pegarem algumas coisas no palacete, Marinho anunciou que havia um Papai Noel na loja do Manuel, todos ficaram desconfiados, pois sempre era um Papai Noel falso, nunca o verdadeiro. Quando viram o Papai Noel, logo ficaram desconfiados e se puseram a observa-lo, que sempre desviava dos olhares dos mesmos. Ao reconhecerem, começaram a gritar o nome dele, era Marcolino, que ficou muito bravo e saiu. As crianças ficaram surpresa por ser Marcolino porque o mesmo nunca trabalhava.
Então eles começaram a brincar. A brincadeira era o chefe mandou, e a ordem dada era que eles fossem a casa de Maneco, entrassem no porão e voltassem correndo. Ao chegarem na casa de Maneco, as crianças ficaram impressionadas  pois sabiam que eles eram humildes mas não naquela proporção. Maneco estava em sua cama, um pouco distante das crianças, cortando as estrelas, e quando os vê os chama de traidores devido ao que fizeram ao seu pai na loja do Manuel.
Uma semana depois, Maneco vem a falecer devido a doença que pegará. Aquela foi a ultima vez que o grupo viu o amigo. 

As cerejas

As cerejas, conto de Lygia Fagundes Telles, fala sobre uma moça, a narradora, que esta apaixonada por Marcelo, um homem mais alto que ela que vivia montando em seu cavalo.
Certo dia, a tia Olívia foi visitar a narradora, sua madrinha e Marcelo, que moravam na mesma casa.
Quando Olívia chegou, a narradora se deu conta de o quanto superior, financeiramente, são Olívia e Marcelo.
Olívia era uma mulher madura, mas com um belo corpo. Já esteve na Europa assim como Marcelo, eles até podem ter se encontrado lá, se isso realmente aconteceu, esse encontro na casa da madrinha poderia ser um encontro combinado. Este encontro na Europa ganha mais força ao ato de Olívia de sempre passar a língua nos lábios ao ouvir sobre Marcelo, o que pode representar o desejo de um beijo que já aconteceu.
Devido a uma forte tempestade, a casa onde estavam ficará no escuro, criando assim, juntamente com raios, um clima de suspense.
A pedido de sua madrinha, a narradora sobe para entregar velas a Olívia, mas, com a ajuda de um raio, vê que ela não esta sozinha naquele quarto e desce. A narradora diz a sua madrinha que Marcelo e Olívia estão dormindo e logo desmaia, devido uma forte e repentina caxumba.
Por estar de cama  e na hora dormindo, a narradora perde a partida de Marcelo, mas recebe de Olívia, que partiu alguns dias depois de Marcelo, as cereja que ela tanto desejava desde o momento em que Olívia chegará.
Passou-se algum tempo até que a narradora e sua madrinha receberam uma carta, nela dizendo que Marcelo cairá de seu cavalo e morrerá. Como sua madrinha não gostava muito dele e desse habito de montar cavalo não ligou muito.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Venha ver o pôr-do-sol

Neste conto de Lygia Fagundes Telles, é contada a história de Ricardo e Raquel, que terminaram o namoro devido questões financeiras atuais de Ricardo, vão á um cemitério abandonado ver o pôr-do-sol por iniciativa de Ricardo.
Raquel não gosta nada do lugar e fica preocupado que alguém conte a seu novo e rico namorado, sobre esse encontro, mas é consolada por Ricardo que diz que ali ninguém procuraria por ela.
Durante o trajeto até o lugar onde veriam o pôr-do-sol, Ricardo conta que eles ficaram em jazigo onde sua mãe e prima, que o amava, foram enterradas, enquanto Raquel lia a sepulturas e se queixava pedindo para voltar.

Ao chegar lá e adentrar no jazigo, eles descem umas escadas. Ricardo começa a mostrar, com a ajuda de um fósforo, as sepulturas de sua mãe e prima. Ao chegar à data de falecimento de sua prima, Ricardo deixa, propositalmente, o fósforo, deixando tudo no escuro. Ao perceber a mentira, pois a moça tinha morrido há 100 anos, Raquel tentar voltar e subir as escadas, mas Ricardo a tranca lá dentro e vai embora, pois para ele aquele era um jeito de esquecê-la, assim como tudo naquele cemitério abandonado.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Lygia Fagundes Telles


Lygia Fagundes Telles (1923) é escritora brasileira. Romancista e contista, é a grande representante do pós-modernismo. É membro da Academia Paulista de Letras, da Academia Brasileira de Letras e da Academia de Ciências de Lisboa. O estilo de Lygia Fagundes Telles é caracterizado por representar o universo urbano e por explorar de forma intimista, a psicologia feminina.

Lygia Fagundes Telles (1923) nasceu em São Paulo, no dia 19 de abril de 1923. Filha de Durval de Azevedo Fagundes, advogado, passou sua infância em várias cidades do interior, onde seu pai era promotor. Sua mãe, Maria do Rosário Silva Jardim de Moura era pianista. Seu interesse por literatura começou na adolescência. Com 15 anos publicou seu primeiro livro, "Porão e Sobrado". Formou-se me Direito e Educação Física, na Universidade de São Paulo porém, seu interesse maior era mesmo a literatura.
Sua estréia oficial na literatura deu-se em 1944, com o volume de contos "Praia Viva". Casou-se com o jurista Goffredo Telles Júnior, com quem teve um filho. Divorciada, casa-se com o ensaísta e crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes. Em 1982 foi eleita para a Academia Paulista de Letras. Em 1985, tornou-se a terceira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras. Em 1987 é eleita para a Academia das Ciências de Lisboa.
Entre os muitos prêmios que recebeu, destacam-se o Prêmio Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras, em 1949; o Prêmio do Instituto Nacional do Livro, em 1958; o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, por "Verão no Aquário", em 1965; o Prêmio Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras, em 1973; o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do livro, com a obra "As Meninas", em 1974; o Prêmio Jabuti com a obra "Invenção e Memória", em 2001; e o Prêmio Camões recebido no dia 13 de outubro de 2005, em Porto, Portugal.

Obras de Lygia Fagundes Telles

Porão e Sobrado, contos, 1938
Praia Viva, contos, 1944
O Cacto Vermelho, contos, 1949
Ciranda de Pedra, romance, 1954
Histórias do Desencontro, contos, 1958
Verão no Aquário, romance, 1964
Histórias Escolhidas, contos, 1964
O Jardim Selvagem, contos, 1965
Antes do Baile Verde, contos, 1970
As Meninas, romance, 1973
Seminário dos Ratos, contos, 1977
Filhos Prodígios, contos, 1978
A Disciplina do Amor, contos, 1980
Mistérios, contos, 1981
Venha Ver o Por do Sol e Outros Contos, 1987
As Horas Nuas, romance, 1989
A Noite Escura e Mais Eu, contos, 1995 Biruta, contos, 2004
Histórias de Mistérios, contos, 2004
Conspiração de Nuvens, contos, 2007
Passaporte para a China, contos, 2011


retirada de http://www.e-biografias.net/lygia_fagundes_telles/