segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Segredo

                                                                        Segredo
                                                                Henriqueta Lisboa

                                                                  Andorinha no fio
escutou um segredo.
Foi à torre da igreja,
cochichou com o sino.

E o sino bem alto:
delém-dem
delém-dem
delém-dem
dem-dem!

Toda a cidade
ficou sabendo.


Está poesia nos mostra que segredos, passam de boca-em-boca, que devemos tomar cuidado, para que todo mundo não saiba.

Conheça mais sobre Henriqueta Lisboa:

Henriqueta Lisboa (Lambari MG 1901 - Belo Horizonte MG 1985) publicou Fogo Fátuo, seu primeiro livro de poesia, em 1925. Havia se formado há pouco tempo no Curso Normal, em Campanha MG. Em 1929, saiu Enternecimento, pelo qual Henriqueta ganhou o Prêmio Olavo Bilac de Poesia. Nos anos seguintes, publicou Velário (1936), Prisioneira da Noite (1941), O Menino Poeta (1943), A Face Lívida (1945). Em 1945 , tornou-se Professora de Literatura Hispano-Americana na Universidade Católica de Minas Gerais. Nas décadas posteriores produziu livros de ensaios sobre literatura brasileira e estrangeira, traduções e obras poéticas, entre as quais Flor da Morte, que recebeu em 1952 o Prêmio Othon Bezerra de Mello. Em 1963 tornou-se a primeira mulher eleita membro da Academia Mineira de Letras. Entre 1961 e 1968 foi organizadora da Antologia Poética Para a Infância e a Juventude e da Literatura Oral Para a Infância e Juventude. Em 1984 recebeu, pelo livro Pousada do Ser (1982) o Prêmio de Poesia Pen Club do Brasil. Também recebeu, em 1984, o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra. Henriqueta Lisboa filia-se à segunda geração do modernismo, embora seus primeiros poemas apresentem inflexões simbolistas. Além da vasta obra poética para adultos, ela produziu alguns dos melhores poemas infantis brasileiros.

Retirada do site http://www.astormentas.com/PT/biografia/Henriqueta%20Lisboa

Três cabeças

Três cabeças.
Fernando Paixão

Uma cobre de três cabeças
com qual delas vai comer
o sapo gordo e distraído
na tarde de domingo?

A cabeça esquerda está mais perto.
É ela que vai dar o bote - acredito.
- Que nada! É com a direita -
diz meu vizinho com voz de pato.

Veja. Três cabeças se mexendo 
para atacar o bofe do sapo...
- A do meio vai conseguir - 
Alguém aposta e grita.

Mas olha lá-rápido!
O sapo está saltando-Vupt!
Fugiu e deixou a pergunta no ar.

E a cobra? Chora arrependida.
Três cabeças que não se entendem
passam fome de tanto pensar.

Esta é uma poesia que deve ser lida para percebemos que não é necessário pensar muito antes de agir, devemos fazer o que achamos certo e ponto.

Conheça mais sobre Fernando Paixão:

Fernando Paixão nasceu em 1955 na pequena aldeia portuguesa de Beselga, vindo a transferir-se no início de 1961 para o Brasil. Formou-se em jornalismo pela USP, iniciou e interrompeu o curso de filosofia, e defendeu tese na UNICAMP com estudo sobre a poesia do poeta português Mário de Sá-Carneiro. Sua produção literária começou com o livro Rosa dos Tempos, de 1980, seguido de O Que é Poesia, dentro da coleção Primeiros Passos, dois anos após. O autor, no entanto, renega hoje estes dois primeiros livros, por considerá-los "adolescentes", sem o apuro necessário. Em 1989, retornou com o lançamento de Fogo dos Rios, seguido de 25 Azulejos (1994). Publicou também Poesia a Gente Inventa (1996), voltado para as crianças. Costuma escrever artigos para jornais e revistas, sempre tratando de literatura ou temas afins. Profissionalmente, há mais de 20 anos vem atuando na área editorial; é responsável pelo setor de livros não-didáticos da Editora Ática.

Retirada do site http://www.astormentas.com/PT/biografia/Fernando%20Paix%E3o

E o mar levou.

Como todo fim de semana prolongado que faz sol, metade de São Paulo foi pra praia. E eu, com livros cinco livros embaixo do braço, embarquei nessa.
Como paulista gosta de praia. Dependendo do lugar é cheio de esgoto, e mesmo se não
houver, o homem transforma a praia em um lixão a céu aberto.
Peguei meu livro do Harry Potter e fui em direção à praia. Sentei-me na areia. Comecei a ler. Não há nada melhor que o barulho calmo das ondas para acompanhar uma leitura.
Ao meio-dia a praia já estava lotada. Havia algumas crianças correndo, soltando pipa. Homens barrigudos tomando cerveja, o que os torna ainda mais barrigudos. Alguns metidos a surfista. Enfim uma praia como qualquer outra.
Perto do mar, uma mulher brigava com um homem para tirar logo a foto do que escrevera na areia. “ O mar levou” ela disse, o mar levou o que ela escrevera na areia, o mar absorveu aquilo e guardou para si, de certa forma, aquilo escrito ainda estará lá.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Israel X Palestina

Entenda melhor sobre este conflito no Prezi criado por mim:
http://prezi.com/p1u-51v1l1ve/?utm_campaign=share&utm_medium=copy&rc=ex0share


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Felicidade a preço de felicidades

Esta foi uma atividade proposta pela professora Ilvanita.

Marina era uma mulher cheia de segredos, os quais guardava só para si, nem mesmo sua mãe tinha conhecimento dos mesmos. Era uma mulher bonita, de cabelos longos e olhos profundos. Estava noiva, iria se casar no dia seguinte com Carlos, mas parecia mais aflita do que nunca.
O grande dia chegou. Todos estavam muito felizes e o noivo já esperava sua linda noiva no altar. Na limusine, Marina vinha com seus pais, os quais acharam sua aflição, apenas nervosismo com o “grande dia”.
Quando a limusine estava chegando, um amigo de Carlos gritou:
- Lá vem à noiva! – enquanto todos se levantavam e direcionavam seus olhares para a porta.
retirada de http://noivinhaemfuga.blogspot.com.br
A igreja esteva linda, toda decorada com flores, no caminho ao altar um tapete vermelho, e Mariana estava com um lindo vestido, com um grande e magnifico véu, mas Marina notara algumas pessoas que nem ela nem Carlos convidaram, cinco no total. Eram eles! Marina começou a ficar mais aflita, e começou a se mexer, tentando esconder seu rosto, não aguentando, fugiu.
Lá fora um motoqueiro a esperava. Quando todos se deram conta e foram correndo para fora, Mariana estava longe, chorando na moto, a única coisa que restará, foi parte de seu vestido rasgado, que caia lentamente no asfalto.
Naquele mesmo dia, Marina apareceu no jornal como procurada pela polícia por tráfego de mulheres, que iam enganadas e acabavam tendo de se prostituir no exterior. Agora, quem era antes seu “grande amor”, Carlos, prometeu a si mesmo que iria encontra-lá e entraga-lá a polícia.
Depois de 5 meses procurando-a, Carlos à encontrou numa mansão, na qual entrou cautelosamente pela janela. Marina estava numa cadeira tomando um chá, e ouvirá um barulho estranho, rapidamente pegou sua arma e a apontou para Carlos.
- Carlos! – Marina olhava para ele ameaçando atirar
- Você pode até me matar Marina, mas a casa esta cercada. Fugir você não conseguirá!
Marina hesitou, mas não atirou e se entregou a policia. Hoje faz quatro anos que ela está presa. Seus cabelos agora estão crespos e os olhos tristes.

 Esta foi uma historia inspirada na personagem Lívia, interpretada por Claudia Raia, na novela Salve Jorge.

Extinção?!


O Índio! Retratado muitas vezes como preguiçoso, analfabeto e selvagem, hoje já alcança faculdades, podendo discutir com pessoas de nível intelectual muito elevado, tudo isso sem esquecer suas origens.
Outra questão a ressaltar é a extinção. Ao contrario do que muitos pensam, o número de índios vem aumentando, excluindo a possibilidade de essa cultura um dia cair no esquecimento.
Ao longo do documentário, várias pessoas falam o que pensam sobre os índios. Uma dessas  pessoas é indígena, mas a mesma nega, ou seja,  ela esta renegando suas origens, talvez porque ela já não segue mais os costumes indígenas, se tornando uma “mulher da cidade”.
Confira abaixo o documentário, mostrado a nós pela professora Sueli.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Atividade do livro "EKOABOKA"


Para nos avaliar e ver se realmente tínhamos lido o livro, a professora Ilvanita, nos deu 3 tarefas. A primeira era de contar a história em forma de contação de histórias, com objetos e cenários. Na segunda tínhamos que levar um filme, música e noticia que tivessem alguma coisa a ver com um capitulo do livro. E a terceira era produzir um soneto com o que contava no mesmo capitulo escolhido na atividade dois.

Para a atividade dois, meu grupo escolheu o capitulo três, “Encontros”, e escolhemos como filme, Tainá a origem, pois o mesmo mostra madeireiros, algo tratado neste capitulo, e tráfego de animais, algo que aparece no livro.



Para a música, levamos "Brincar de Índio" da Xuxa, pois na mesma fala sobre caçar, algo que Alex fez, e que em uma parte fala que o índio já foi um dia dono dessa terra, algo que os índios do livro podem vir a enfrentar.


Confira nosso soneto abaixo:

Começo

Depois de conhecer a tribo
Catu convida Alex para caçar
Eles estão à procura de animais
Alex não sabe o que vai achar

Uma madeireira eles encontram
O cacique precisa saber
E para Kiko Alex vai escrever

Um índio moreno e alto era Catu
Chantal logo se encantou
Pedrinha para chamar sua atenção ele jogou
Ela sem entender uma pedra enorme nele atirou

O beijo de Catu e Chantal aconteceu
E Kiko para Alex respondeu
Uma notícia sobre os madeireiros ele ofereceu