sexta-feira, 29 de março de 2013

Venha ver o pôr-do-sol

Neste conto de Lygia Fagundes Telles, é contada a história de Ricardo e Raquel, que terminaram o namoro devido questões financeiras atuais de Ricardo, vão á um cemitério abandonado ver o pôr-do-sol por iniciativa de Ricardo.
Raquel não gosta nada do lugar e fica preocupado que alguém conte a seu novo e rico namorado, sobre esse encontro, mas é consolada por Ricardo que diz que ali ninguém procuraria por ela.
Durante o trajeto até o lugar onde veriam o pôr-do-sol, Ricardo conta que eles ficaram em jazigo onde sua mãe e prima, que o amava, foram enterradas, enquanto Raquel lia a sepulturas e se queixava pedindo para voltar.

Ao chegar lá e adentrar no jazigo, eles descem umas escadas. Ricardo começa a mostrar, com a ajuda de um fósforo, as sepulturas de sua mãe e prima. Ao chegar à data de falecimento de sua prima, Ricardo deixa, propositalmente, o fósforo, deixando tudo no escuro. Ao perceber a mentira, pois a moça tinha morrido há 100 anos, Raquel tentar voltar e subir as escadas, mas Ricardo a tranca lá dentro e vai embora, pois para ele aquele era um jeito de esquecê-la, assim como tudo naquele cemitério abandonado.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Lygia Fagundes Telles


Lygia Fagundes Telles (1923) é escritora brasileira. Romancista e contista, é a grande representante do pós-modernismo. É membro da Academia Paulista de Letras, da Academia Brasileira de Letras e da Academia de Ciências de Lisboa. O estilo de Lygia Fagundes Telles é caracterizado por representar o universo urbano e por explorar de forma intimista, a psicologia feminina.

Lygia Fagundes Telles (1923) nasceu em São Paulo, no dia 19 de abril de 1923. Filha de Durval de Azevedo Fagundes, advogado, passou sua infância em várias cidades do interior, onde seu pai era promotor. Sua mãe, Maria do Rosário Silva Jardim de Moura era pianista. Seu interesse por literatura começou na adolescência. Com 15 anos publicou seu primeiro livro, "Porão e Sobrado". Formou-se me Direito e Educação Física, na Universidade de São Paulo porém, seu interesse maior era mesmo a literatura.
Sua estréia oficial na literatura deu-se em 1944, com o volume de contos "Praia Viva". Casou-se com o jurista Goffredo Telles Júnior, com quem teve um filho. Divorciada, casa-se com o ensaísta e crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes. Em 1982 foi eleita para a Academia Paulista de Letras. Em 1985, tornou-se a terceira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras. Em 1987 é eleita para a Academia das Ciências de Lisboa.
Entre os muitos prêmios que recebeu, destacam-se o Prêmio Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras, em 1949; o Prêmio do Instituto Nacional do Livro, em 1958; o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, por "Verão no Aquário", em 1965; o Prêmio Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras, em 1973; o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do livro, com a obra "As Meninas", em 1974; o Prêmio Jabuti com a obra "Invenção e Memória", em 2001; e o Prêmio Camões recebido no dia 13 de outubro de 2005, em Porto, Portugal.

Obras de Lygia Fagundes Telles

Porão e Sobrado, contos, 1938
Praia Viva, contos, 1944
O Cacto Vermelho, contos, 1949
Ciranda de Pedra, romance, 1954
Histórias do Desencontro, contos, 1958
Verão no Aquário, romance, 1964
Histórias Escolhidas, contos, 1964
O Jardim Selvagem, contos, 1965
Antes do Baile Verde, contos, 1970
As Meninas, romance, 1973
Seminário dos Ratos, contos, 1977
Filhos Prodígios, contos, 1978
A Disciplina do Amor, contos, 1980
Mistérios, contos, 1981
Venha Ver o Por do Sol e Outros Contos, 1987
As Horas Nuas, romance, 1989
A Noite Escura e Mais Eu, contos, 1995 Biruta, contos, 2004
Histórias de Mistérios, contos, 2004
Conspiração de Nuvens, contos, 2007
Passaporte para a China, contos, 2011


retirada de http://www.e-biografias.net/lygia_fagundes_telles/

Um olhar diferente

Esta atividade foi proposta pela professora Ilvanita, onde os alunos, com base na leitura da canção "Quase sem Querer" do Legião Urbana, deveriam produzir um texto narrativo em 3° pessoa.


A época era de guerra. Dois pensamentos sobre o mundo colidiam em atos frios e sangrentos. Era a chamada Segunda Guerra Mundial.
Ricardovisk era um soldado Nazista, trabalhava no turno da noite em um dos portões de um gueto, onde os judeus eram aprisionados.
Certa noite, quando um dos trens chegou com centenas de judeus, Ricarodvisk se encantou por uma moça, longos cabelos loiros, olhos azuis, para Ricardovisk, um anjo que caído.
Imagem retirada do site http://www.historia.uff.br
-Oh Leonardovisk! Quem é aquela moça?
-E eu lá vou saber?! Vai ali no cadastro!
E lá foi ele correndo para chegar primeiro que a moça. Quando a moça estava chegando, logo mandou o rapaz que fazia os cadastros ir descansar, tomar um café, relaxar.
Assim se passaram dias, meses, quase um ano, até que finalmente, Ricardovisk começa a bolar seu plano. Estava indeciso, confuso. Será que estaria fazendo o certo? Bem aos olhos dos Nazistas, claro que não, mas estaria em busca de seu amor. Que dilema!
Por ter feito o cadastro da moça, sabia seu nome e o endereço, os quais guardava como tesouros. Agora era só ir ver a moça e tira-lá daquele lugar.
Toc, toc, toc! Ricardovisk parou paralisado. Aquela não era a moça por quem se apaixonara. Estava fraca, magra e seus longos cabelos loiros, agora estavam curto e feio.
-Oh...meu..Hitler! Escute Brendovisk! Naquele dia do seu cadastro, era eu, e me apaixonei por você. Se você quer sair desse lugar, apareça as 4h da manhã no portão, pode levar no máximo 10 pessoas!
Assim, Ricardovisk, Brendovisk e mais 10 pessoas saíram do gueto. O que aconteceu depois? Não se sabe. Talvez tenham morrido por uma bomba ou coisa do tipo. Talvez tenham tido um final-feliz.

O Búfalo



Este conto, de Clarice Lispector, fala sobre uma mulher, com seu casaco marrom, que em um Jardim Zoológico, busca o ódio, busca aprender a não amar.
Via perplexa a Leão, pois como um animal tão odiado pelo os outros, poderia ter o amor de uma companheira?
Andou um pouco e viu os macacos, aproximou-se da grade um macaco velho e cego, o que fez rapidamente a moça desviar seus olhar, pois aquele não era o sentimento que viera buscar.
Decerta forma, o que a moça mais queria era a atenção de alguém que não veio, deixando-a sozinha em sua solidão.
A mulher sentia vontade de matar, matar aqueles animais devido sua felicidade, o que nada mais era do que um sentimento que ela não tinha.
Quando a mulher avistou um Búfalo, sozinho em sua jaula, a mesma percebe que achou o que queria. A mulher tinha a impressão de que o Búfalo lhe olhava e quando o mesmo se virou, a moça começou a chamar sua atenção, o que fez com que o Búfalo, lentamente, se aproximar, e ela sem recuar um passo se quer. “te amo” e “te odeio” foi o que a moça disse. Encontrará naquele animal alguém igual a ela, alguém que guardasse em si, seu ódio.

Laços de familia


Severina, Catarina e Antônio eram mãe, filha e genro, respectivamente, estavam em um taxi a caminho da estação onde Severina pegaria um trem para ir embora.
Mesmo sendo mãe e filha, afeto era algo à muito esquecido. Catarina gostava mais do pai, ambos tinham um laço melhor. No taxi, Catarina experimentou um pouco do afeto da mãe, “Catarina fora lançada contra Severina, numa intimidade de corpo há muito esquecida”.
Quando Severina entrou no trem e o mesmo se pôs a acelerar, ambas ficaram se olhando, talvez querendo parar o trem, para novamente terem uma demonstração de afeto entre si.
Em casa, Catarina ouvira seu filho, que com seu comportamento frio, distante e diferente externava toda a angústia de Catarina, chama-la pela primeira vez de mãe, isso já a seus 4 anos, o que, assim como no taxi, fizera Catarina sentir o quão fraco era seu laço com seu filho. Sairá as presas com seu filho enquanto seu marido, sem sucesso, os chamava. Entre seu marido, a única coisa que Catarina tinha era material.
Esses dois processos epifânicos, fizeram Catarina acordar, principalmente quanto à sua mãe, o que talvez fará com que ela fortaleça seus laços familiares entre seu filho, marido e mãe.Severina, Catarina e Antônio eram mãe, filha e genro, respectivamente, estavam em um taxi a caminho da estação onde Severina pegaria um trem para ir embora.
Mesmo sendo mãe e filha, afeto era algo à muito esquecido. Catarina gostava mais do pai, ambos tinham um laço melhor. No taxi, Catarina experimentou um pouco do afeto da mãe, “Catarina fora lançada contra Severina, numa intimidade de corpo há muito esquecida”.
Quando Severina entrou no trem e o mesmo se pôs a acelerar, ambas ficaram se olhando, talvez querendo parar o trem, para novamente terem uma demonstração de afeto entre si.
Em casa, Catarina ouvira seu filho, que com seu comportamento frio, distante e diferente externava toda a angústia de Catarina, chama-la pela primeira vez de mãe, isso já a seus 4 anos, o que, assim como no taxi, fizera Catarina sentir o quão fraco era seu laço com seu filho. Sairá as presas com seu filho enquanto seu marido, sem sucesso, os chamava. Entre seu marido, a única coisa que Catarina tinha era material.
Esses dois processos epifânicos, fizeram Catarina acordar, principalmente quanto à sua mãe, o que talvez fará com que ela fortaleça seus laços familiares entre seu filho, marido e mãe.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Feliz aniversário


Este conto se encontra no livro de Clarice Lispector “Laços de família”.
Feliz aniversário conta sobre uma família com laços fracos, que tentam se sobressair sobre os outros, que só foram à festa de D. Anita, uma senhora que estava completando oitenta e nove anos, por obrigação.
Zilda, a dona da casa, arrumará cedo a casa, com balões, guardanapos e copos de papelão alusivos a data e a mesa, onde D. Anita se encontrava observando todos se acotovelarem na  hora da festa.
Todos tentavam, sem sucesso, alegrar D. Anita, que ficará desapontada com os presentes, que ainda s
ó alguns trouxeram, pois era tudo para casa, nada que ela pudesse usar para si ou em si.
retirada de http://amarmefazfeliz.blogspot.com.br
Depois de um tempo, a aniversariante foi esquecida, deixada em seu “posto de observação”, enquanto Zilda, que bancou toda a festa sem ajuda dos irmãos, ia de lá pra cá trazendo comida.
D. Anita cansada da situação, cuspiu no chão, como se tira-se de si sua angustia e raiva, e depois falou rudemente com sua neta, pois a mesma ficará preocupada ao ver sua vó querendo beber vinho, o que acabou interrompendo a festa. Assim a alegria daquela festa, assim como o bolo, desandou.
As presas os irmãos foram se despedindo, um deles presenteou D. Anita com um doloroso e irônico “até o ano que vem”.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Entrevista com Clarice Lispector


No ano de 1977, ano de morte de Clarice, a mesma cedeu uma entrevista a TV Cultura. Nesta entrevista ela revela fatos de sua vida e se classifica como hermética, ou seja, ela se classifica como alguém de compreensão difícil, fato que pode ser explicado por ela mesma não entender seu conto “O ovo e a galinha”.
Quando o entrevistador a pergunta se ela se considera uma profissional, rapidamente ela responde que não, que ela se considera uma amadora, pois não tem um compromisso com o leitor, que só escrevia quando a inspiração vinha.
Ao longo da entrevista,  muda-se para os estúdios da Cultura, onde um outro entrevistador faz perguntas sobre a vida de Clarice a uma especialista sobre ela. Uma dessas perguntas é a data de verdadeira de nascimento de Clarice, pois a mesma tinha várias, mas isso ainda é um mistério.
Em sua família, Clarice diz que tem 2 irmãs que escrevem e que publicam livros, diz que recentemente descobriu que sua mãe também escrevia, mas não publicava, algo que ela não teve acesso, e que talvez nem tenha tido, pois morrerá naquele ano.

Veja abaixo, em duas partes, a entrevista de Clarice Lispector.